Apendicite Aguda

O que é apendicite?

Apendicite aguda é a inflamação do apêndice cecal devido a obstrução de seu lúmen. Na criança pode ser devido a um fecalito ou a parasitose.

Na fase inicial da apendicite ocorre a formação de exsudato fibrinopurulento na superfície serosa do apêndice. Após isto, acontece invasão bacteriana, obstrução vascular, necrose do apêndice e rotura. Assim dissemina o conteúdo da luz intestinal e de bactérias para a cavidade abdominal.

É importante ressaltar que a gravidade da doença é crescente. No primeiro exame do abdome a dor a descompressão brusca aponta para o diagnóstico de apendicite. Lembrando sempre que o diagnóstico é clínico. Muitas vezes, serão necessárias mais de uma avaliação por parte da equipe médica.

O sistema imunológico do paciente é capaz de bloquear a disseminação da infecção pela cavidade abdominal. Desta forma, o epíplon e as alças intestinais se aderem ao apêndice e não permitem a contaminação de toda a cavidade, forma-se, então, uma peritonite localizada. Em que se evidencia ao exame a presença de massa palpável em fossa ilíaca direita.

A classificação da apendicite é basicamente em simples e complicada. A primeira é quando o apêndice cecal apresenta edema, congestão vascular, fibrina na serosa. A complicada apresenta os sinais já descritos associado a perfuração do apêndice e presença de secreção purulenta localizada próximo ao apêndice ou disseminada pela cavidade abdominal.

Diagnóstico é difícil nas crianças. Entre sinais e sintomas temos dor abdominal próximo a região do umbigo que migra para região inferior direita do abdome. Associado ao quadro tem vomito, febre, dificuldade em deambular.

Para definir apendicite pode-se realizar exames. Apesar de inespecíficos, auxiliam no diagnóstico. Hemograma, radiografia de abdome agudo. A ultrassonografia de abdome é um importante exame para diagnostico nas crianças. Porém, a tomografia de abdome é o melhor exame, mas raramente pedida.

O paciente com suspeita de apendicite deve receber hidratação venosa e iniciar antibioticoterapia para anaeróbios. Isto prepara o paciente para o procedimento cirúrgico. Entre os esquemas para tratamento temos: gentamicina e metronidazol ou cefoxitina ou gentamicina, ampicilina e metronidazol.

O tratamento cirúrgico pode ser aberto ou por videolaparoscopia. Esta tem se mostrado mais eficaz no tratamento, pois diminui o tempo de internação, diminui complicações como hérnia incisional e abcesso intracavitário. Existem trabalhos em crianças com conduta não cirúrgica. Entretanto este manejo é pouco utilizado