Era pra ser um dia comum de aula. Eu, para variar um pouco, estava com um pouco de preguiça de ir pra aula (confesso) e enfrentar duas aulas. Para quem não sabe, tenho duas matérias na segunda. Uma sobre comportamento do consumidor e outra (cujo nome eu esqueci) que basicamente tudo que a gente escuta é política. E sabe bem como é política, né? Dá uma discussão imensa e o assunto rende horrores. Não gosto de política, logo, a aula fica chata pra mim. (Mas a professora é um amor. Adoro a Marcinha!)
Me arrumei, comi alguma coisa aleatória, peguei o ônibus e fui rumo à faculdade. No ônibus eu encontrei algumas pessoas estranhas e enfrentei uma fila GIGANTE pra chegar até a Estácio. Tudo normal até então. Começou a tal aula de política, entregaram as provas (fui com média 7,5. abs) e tudo corria normalmente.
Na segunda aula, estávamos vendo um comercial de um cara que cozinhava e acabava conquistando a vizinha. Um lance desse tipo. Entre uma explicação do professor e uma olhada nos comerciais, alguém bate na porta:
- Professor, é pra todo mundo sair daqui porque tem uma suspeita de bomba na faculdade.
- É sério? – meu professor perguntou, achando que era sacanagem do cara.
- É!
Daí que o professor dispensou a gente, e todo mundo saiu. Confesso que eu não acreditei que realmente tinha uma bomba propecia online cheap na faculdade. Afinal, para que DIABOS uma pessoa colocaria uma bomba numa faculdade? O quão divertido seria ver um bando de universitários, professores e funcionários explodindo? Eu não entendia muito bem. Mas já que falaram pra sair – e eu estava saindo mais cedo do que o normal – fui embora.
Esperei meus amigos na escada, calmamente, enquanto umas meninas corriam DESESPERADAS pela escada, comentando sobre a tal bomba. Pessoas queriam sair com o carro do estacionamento e tinha que pagar o ticket antes, o que causou mais tumulto ainda. Era gente meio desesperada, chorando, alguns rindo e outros tranquilos – como eu – achando que aquilo era troll de alguém ou um viral de algum TI.
Fiquei esperando minha mãe ir me buscar. Não falei nada de bomba pra ela porque eu já conheço a mãe que eu tenho. Ela ia ficar super desesperada. E né, não valia a pena assustar minha mãe com uma coisa que eu já sabia que era meio que mentira.
Cheguei em casa, conectei na internet e vi que a galera toda já falava sobre a tal bomba na faculdade. Alguns sites de jornais já publicavam sobre o ocorrido.
No dia seguinte, acordo com a notícia no jornal que a tal bomba era de mentirinha. Obvio.
A coincidência, é que os calouros estavam em prova. Não vou acusar ninguém, mas é meio estranho rolar uma bomba no dia da prova deles, né?
Da próxima vez, toquem o alarme de incêncio! É mais emocionante, pelo menos.