Eu deveria ser nomeada como Lady Murphy, já que tudo que tem possibilidade de dar errado comigo, dá errado. Segue um relato de como ter um péssimo dia, regado com muito mau humor.
Tudo começa quando meu relógio grita, histéricamente, as 6h da manhã. Eu dou uma enrolada na cama, aperto o soneca – maravilhoso botão inventado por algum preguiçoso que tem minha eterna admiração – e durmo por mais
buy viagra cheap vinte minutos. Seis e vinte eu levanto, dou uma coçada no olho, pego o celular, olho o twitter e vou me arrumar. Tudo normal para enfrentar um longo dia de trabalho, certo? Errado. Vou tomar meu café e percebo que o leite está estranho. Como tenho um grande azar com leite estragado, resolvi poupar meu intestino e ir trabalhar com o estômago semi-vazio (já que tomei uns 3 goles de leite com nescau para perceber que ele estava, realmente, estranho).
Chego na rádio, mas antes passo no bar da esquina e compro um café. Um lindo copo de café com leite, prontinho para ser devorado pela minha pessoa. Pego o copo, vou para o prédio da rádio, entro no elevador, deixo minhas coisas na mesa e vou colocar açúcar no bonitinho. Eis que… cadê o açúcar? Não tinha um grão sequer de açúcar no açucareiro. Apelei para o adoçante que, é claro, é horrivel. Resultado: estraguei meu café com o adoçante nojento e vi R$1,20 indo embora pelo ralo da pia da cozinha.
Eu já estava com vontade de mandar O MUNDO pro inferno. Mas estou zen, numa alegria pós-páscoa, e nem estou com TPM pra usar como motivo para o meu mau humor. Assim continuei minha manhã, sonhando com a lasanha que eu comeria no almoço. Meio-dia chegou, meus planos eram: ir na TIM trocar o plano do meu celular e almoçar no restaurante da frente. Simples. Cheguei na TIM e o que seria rápido, demorou um século. A internet resolveu cair JUSTAMENTE na hora que eu entro na loja. O moleque que me atendia ficou desesperado, chamou outro pra ajudar, até que voltou ao normal. Na hora da mudança de plano, o moleque diz:
Ele: Preciso de seu RG, CPF e comprovante de residência.
Eu: Comprovante de residência? Como assim?
Ele: É, senhora. Água, luz, telefone, cartão de crédito…
Eu: Eu sei o que é um comprovante de residência, só que eu vim aqui quarta-feira, perguntei umas dez vezes o que era preciso trazer para mudança do plano e não falaram NA-DA de comprovante de residência. Mas ok.
Além dele ter me chamado de SENHORA – sendo que tenho 18 anos – o que mais me irritou foi eu perguntar dias antes o que tem que levar para a troca do plano e ninguem me falar sobre o tal comprovante de residência. Saí da loja com vontade de quebrar a cidade inteira por dois motivos: 1) Não consegui mudar meu plano. 2) Estava quase na hora de eu voltar para rádio. Tecnicamente eu teria “perdido” meu almoço – já que eram 12h45 e eu teria que estar na rádio às 13h.
Vou para o massa viva comprar um calzone de camarão, bem gostosão, e ter algo bom no meu dia. Uma fila enorme me aguardava, mas isso não foi o problema. Na minha frente, havia uma garota gordinha (nada contra gordinhos), meio emo (nada contra emos) e fã de Hori – sei que ela é fã de Hori, pois tinha um panfleto de show e ela quase infartou na minha frente quando viu. Ok, na hora de escolher o sabor do calzone, a menina EMPACOU e não sabia que sabor escolher. Quando, finalmente, ela falou que sabor queria, vejo o último calzone de camarão indo para um saquinho, direto para as mãos dela.
Meu almoço foi dois lindos calzones (um de palmito e outro de bolonhesa) com guaraná na minha mesa, em frente ao computador!
Sei que deveria fazer uma conclusão profunda e bonita por aqui, mas não consigo. Estou de mau humor